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A Mantilha de Medronhos

Eugénio de Castro
Editado por: Lumen
Ano de publicación: 1922

Sinopse

Poemario dedicado ás lembranzas do autor da súa viaxe a un país estranxeiro, onde intenta situar as notas, memorias e dedicatorias no contexto cultural e político español dos anos vinte do século pasado, nos que foron escritos e dedicados os vinte e cinco sonetos que compoñen a obra.

Cita

“PONTEVEDRA

A D. JOSÉ MANUEL BARTOLOMÉ, Reitor
do Colégio de Santo Ambrósio
de Salamanca

………………………………………………………

Este idioma, compendio d’os idiomas
Com’onha serenata pracenteiro,
Com’onha noite de luar docísimo,
Será – qué outro sinon? – será o gallego.

M.CURROS ENRÍQUEZ,
Aires d’a miña terra

Festas da Peregrina. Apenas chego,
Sei que não há no hotel um só lugar.
Na rua, ao sol, a multidão é um mar
Em maré de febril desassossego.

Uma igreja visito. Compro a um cego
Bilhete para os toiros. Troam no ar
Morteiros; e no estanco, onde vou dar,
Oiço (estarei no céu?) falar galego.

Compota amorosíssima de rosas,
Cheio de desinências carinhosas,
O galego é uma língua apaixonada,

Um quase português d’anjo estrangeiro…
E a admirar a sobrinha do estanqueiro,
E a ouvir galego… foi-se-me a toirada!”