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A Mantilha de Medronhos
Sinopse
Poemario dedicado ás lembranzas do autor da súa viaxe a un país estranxeiro, onde intenta situar as notas, memorias e dedicatorias no contexto cultural e político español dos anos vinte do século pasado, nos que foron escritos e dedicados os vinte e cinco sonetos que compoñen a obra.
Cita
“PONTEVEDRA
A D. JOSÉ MANUEL BARTOLOMÉ, Reitor
do Colégio de Santo Ambrósio
de Salamanca
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Este idioma, compendio d’os idiomas
Com’onha serenata pracenteiro,
Com’onha noite de luar docísimo,
Será – qué outro sinon? – será o gallego.
M.CURROS ENRÍQUEZ,
Aires d’a miña terra
Festas da Peregrina. Apenas chego,
Sei que não há no hotel um só lugar.
Na rua, ao sol, a multidão é um mar
Em maré de febril desassossego.
Uma igreja visito. Compro a um cego
Bilhete para os toiros. Troam no ar
Morteiros; e no estanco, onde vou dar,
Oiço (estarei no céu?) falar galego.
Compota amorosíssima de rosas,
Cheio de desinências carinhosas,
O galego é uma língua apaixonada,
Um quase português d’anjo estrangeiro…
E a admirar a sobrinha do estanqueiro,
E a ouvir galego… foi-se-me a toirada!”